A Caixa Econômica Federal (Caixa) anunciou ontem um convênio com o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para oferecer crédito aos negócios do porte que a entidade atende, além de microempreendedores individuais (MEIs). A medida será operacionalizada por meio do Fundo de Aval para as Micro e Pequenas Empresas (Fampe), do Sebrae, que oferece as garantias complementares. De acordo com o presidente do banco, Pedro Guimarães, a expectativa do banco é disponibilizar o montante de R$ 7,5 bilhões em crédito, valor que representa cerca de 1% da carteira do banco.

A oferta de crédito pode atingir 42 milhões de pessoas. As micro e pequenas empresas e MEIs interessados nos recursos devem acessar o portal da Caixa Econômica Federal para manifestar o interesse. Serão disponibilizados até R$ 12,5 mil para os microempreendedores individuais, com carência de nove meses e taxas de juros de 1,59% ao mês, com prazo de dois anos para o pagamento.

Já as microempresas poderão requerer linhas de até R$ 75 mil. Neste caso, a carência é de 12 meses, com prazo de amortização em até 30 meses, a taxas de 1,39% ao mês. As empresas de pequeno porte poderão acessar até R$ 125 mil em crédito, também com carência de 12 meses prazo de pagamento de até 36 meses a juros de 1,19% ao mês.

Guimarães disse, durante videoconferência com a participação do presidente do Sebrae, Carlos Melles, que o crédito vai atender a um dos segmentos mais afetados pela redução na atividade econômica com as medidas de isolamento social adotadas em razão da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Esta operação é extremamente importante porque oferece o crédito para uma parcela do segmento da economia que não tem tido a oportunidade dessa oferta ultimamente”, disse.

Segundo Guimarães, os empréstimos terão um período de carência que pode chegar a 12 meses e os prazos de pagamento podem variar de 24 a 36 meses. O presidente do banco disse ainda que as garantias complementares concedidas pelo Sebrae por meio do Fampe vão permitir ao banco a adoção de taxas 40% menores do que as praticadas pelo banco.

O anúncio estava previsto para a semana passada, mas foi feito na manhã de ontem depois de conflitos na agenda dos porta-vozes envolvidos. Além de entrar com recursos para alavancar o volume de operações de crédito por meio do Fampe, o Sebrae irá oferecer aos empreendedores o crédito assistido.

Segundo o presidente do Sebrae, Carlos Melles, “um dos maiores obstáculos no acesso dos pequenos negócios a crédito é a exigência de garantias feita pelas instituições financeiras. Nesse sentido, o Fampe funciona como um salvo-conduto, que vai permitir aos pequenos negócios, incluindo até o microempreendedor individual, obterem os recursos para capital de giro, tão necessários para atravessarem a crise provocada pela pandemia do coronavírus, mantendo os negócios e os empregos”. (Com Agências)

Fonte : O POVO