COMPARTILHAR

O Governo chileno começou hoje a distribuir 2,5 milhões de cestas de alimentos para as famílias mais pobres, num dia em que os contágios de covid-19 atingiram um novo máximo diário, ultrapassando no total mais de 60.000 casos. O país sul-americano de 18 milhões de habitantes registrou 4.276 novos contágios e 41 mortes nas últimas 24 horas, num total de 61.857 contágios e 630 mortes desde 03 de março.

As distribuições de cestas, com um custo estimado de 100 milhões de dólares, vão ocorrer em todo o Chile para residentes que perderam os empregos devido à crise de saúde num país cuja economia já estava fragilizada por meses de protestos contra desigualdades sociais.



Esta operação representa "um apoio e ajuda a milhões de famílias chilenas que, sem dúvida, precisam e urgentemente", disse o Presidente do país, Sebastian Piñera.

Anunciada no domingo, a implementação do programa de distribuição foi acelerada após distúrbios no início desta semana em vários bairros da capital, colocada em confinamento total e obrigatório desde 16 de maio.



Os moradores desafiaram o confinamento para protestar e exigir ajuda alimentar, enquanto o surto da epidemia provocou a explosão do desemprego e da fome nos bairros mais pobres.

Em relação à pandemia, o país, que até então tinha apostado em confinamentos parciais e progressivos, bem como numa política de triagem maciça, divulgou números encorajadores até final de abril.

Mas a propagação da pandemia acelerou repentinamente nos últimos 10 dias, espalhando-se especialmente nas zonas mais pobres e mais populosas da capital.

Em Santiago, capital de sete milhões de habitantes e o principal foco da pandemia no país de covid-19, os serviços de reanimação estão agora com uma ocupação de 95%. A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou quase 330 mil mortos e infectou mais de 5,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,9 milhões de doentes foram considerados curados.

Leia Também: África supera os 100 mil casos de infeção pelo novo coronavírus