Nosso repertório vivencial é extremamente
repetitivo. O que acontece é que a monotonia emplaca
em nossa rotina. Por isto temos que ser cientista
vivencial para construir um cotidiano interessante.
Resumir o cotidiano em trabalhar, comer e
dormir é muito pouco para a grandeza humana. Tem
que haver pelo menos um gol de Neymar ou um verso
de Fernando Pessoa para entreter ou enfeitiçar nossa
existência. Sei que a vida não se resume num Mineirão
cheio, é também o Mineirão cheio. E quem está lá deve
assim pensar, pois temos uma realidade que bifurca em
duas realidades: uma leve e uma ruim. Impregnar na
realidade ruim é como construir um canal que nos leva
ao inferno psicológico. Libertar desta realidade e
pousar na realidade leve é ter acesso à chave da
felicidade quase eterna.
Ser feliz dentro do cotidiano é necessário
suplantar a monotonia e encaixar no dia a dia
continuidade de facetas de sonhos que concretiza
lentamente dando vida no quase parasitismo cotidiano.
Colorir a parede encardida da rotina é para nós
pintor da existência tarefa primordial ao levantar da
cama para o campo de guerra. Não devemos ser
mutilados de motivação, devemos sim traçar planos e
inserir ações para suas concretizações.
Nosso dia a dia deve sempre ser um ponto de
partida se tornar um ponto de chegada seremos

metralhados inteiramente pela desmotivação,
imobilizado para dar seqüência a uma vida fortificante
e brilhante.
Se você foi captado pela mediocridade cotidiana e
está aprisionado ao um abismo profundo e escuro
lembre que só sairá deste lugar olhando a vida com
leveza, pois só chegamos às alturas voando e só voamos
se nossa alma tem a leveza dos pássaros e força dos
leões para agarrar a felicidade com firmeza dentro da
monotonia cotidiana.

JUAREZ ALVARENGA
ADVOGADO E ESCRITOR