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Competências necessárias Para o Trabalhador:

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Sim! Empregos deixarão de existir e a vida vai mudar. Isso, todavia, não significa que seja algo ruim. Outras oportunidades vão surgir, mas o profissional do século 21 precisa ser dotado de novas capacidades e habilidades, e as competências necessárias desse novo trabalhador foram elencadas pelo Fórum Econômico Mundial, o assunto que será abordado aqui hoje.

Competências profissionais mudaram com o tempo

Postos de trabalho que necessitam de força humana já vêm sendo substituídos há mais de duzentos anos, e o trabalho braçal numa fábrica, que antes era feito por um humano, hoje foi substituído por uma máquina, que desenvolve a mesma tarefa com mais agilidade e precisão.

Mas aquele trabalhador não foi simplesmente substituído, ele foi reposicionado e aprendeu coisas novas, evoluiu, instalou novas competências, e hoje entrega à uma loja, empresa ou indústria não mais a força de seus braços, mas sua inteligência e criatividade.

Dos campos feudais à Inteligência Artificial, passando pela invenção da máquina a vapor e ao uso do ferro na engenharia, o trabalho do homem mudou consideravelmente. E para dar conta do recado, foram necessárias novas habilidades e competências.

Competências profissionais e demandas atuais

Até mesmo um pequeno comerciante do interior pode fazer uso de recursos tecnológicos para melhorar o desempenho de sua loja, padaria, lava-rápido, ou salão de beleza. A inserção de um computador ou uma calculadora na rotina já mudou muita coisa.

Mas aquele comerciante sempre vai precisar da mente humana para criar novidades para seus clientes, e cultivar um relacionamento de pessoalidade, confiança e proximidade com seu público.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, em 2018, humanos executavam 71% das tarefas em todos os setores da economia, enquanto as máquinas representavam apenas 29%. Em 2025, esse número vai mudar radicalmente, quando 52% de todas as atividades forem de competência robótica, com a automatização da indústria, restando para o ser humano 48%. Uma significativa perda de quase ¼ dos empregos em apenas sete anos.

Estudos apontam que até 2022, 75 milhões de empregos provavelmente irão desaparecer. Enquanto isso, outros 133 milhões surgirão para suprir a demanda do mercado das vinte maiores economias do mundo, sendo as habilidades humanas, criativas e de inteligência emocional as maiores demandas de novas competências profissionais.

Competências mais humanas

O que fazer, então? Especialistas afirmam que nós trabalhadores vamos precisar de mais qualidades e atributos humanos para executar tarefas, coisas que robôs não podem fazer. Desenvolver novas habilidades, mais relacionadas com a humanização, é fundamental.

Entre essas competências, estão: criatividade, pensamento crítico, persuasão e negociação, e essas não são habilidades que as máquinas podem aprender com facilidade, sendo, por enquanto, exclusividades humanas.

O medo de perder o emprego e ter seu modo de vida totalmente transformado por conta da invasão das máquinas no nosso dia-a-dia, não pode ser maior que a vontade de trabalhar aliado à elas, enxergando uma grande oportunidade para descobrir em si mesmo habilidades e competências que estavam escondidas ou não eram incentivadas.

VIAHora do Empreendedor
SOURCEJornal Expresso CE
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