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O governo de São Paulo requisitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para o uso emergencial de mais 4 milhões de doses da vacina Coronavac, produzida pelo Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac, além das 6 milhões de doses do imunizante que estão em território nacional. As informações foram repassadas pelo governador João Doria (PSDB), durante entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira, 18.

A vacinação começou neste domingo, 17, com a aplicação de uma dose na enfermeira Monica Calanzas, funcionária do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, da capital. Nesta segunda-feira, o imunizante está sendo distribuído para as regiões de Botucatu, Campinas, Marília, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Outros 4,5 milhões de doses da vacina Coronavac estão sendo enviadas a outros Estados pelo Ministério da Saúde.



A autorização dada pela Anvisa no domingo foi para o uso das doses que haviam sido enviadas diretamente da China para São Paulo. Além das doses prontas, a Sinovac havia enviado material para que o Butantan produzisse as novas 4 milhões de doses, e por isso a necessidade de uma nova autorização.

"O Butantan está se esforçando para ampliar a quantidade de matéria prima. Temos um lote pronto e aguardamos autorização do governo chinês (para importação)", disse o presidente do instituto, Dimas Covas.



Pior semana epidemiológica

Em meio ao clima positivo diante do início da vacinação, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, ressaltou que a propagação da covid-19 segue em ritmo acelerado no Estado de São Paulo. "Tivemos a pior semana epidemiológica desde o início da pandemia", afirmou Gorinchteyn, citando um aumento de 77% no número de novos casos ante a semana anterior e de mais de 50% no total de mortes. As internações tiveram um aumento na casa dos 30%.

"Hoje seria um dia que deveríamos estar festejando a vinda das vacinas. Sabemos que ainda temos poucas vacinas para imunizar todo o Estado", ressaltou o secretário. Ao citar a falta de coordenação com o Ministério da Saúde, Gorinchteyn disse que "vamos vacinar a população muito mais vulnerável, idosos e pessoa com comorbidade, de forma muito tardia".

O Estado de São Paulo superou a taxa de 70,1% de lotação nos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). São 6.004 pessoas ocupando esses leitos. O Estado deve bater nesta segunda-feira a marca de 50 mil mortes. Há 1.628.272 casos confirmados da doença em São Paulo.