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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Caso o cronograma de entregas do Ministério da Saúde seja cumprido, a cidade do Rio de Janeiro quer vacinar todos os idosos de 67 anos ou mais até o final de março. Em novo calendário divulgado nesta terça (2), a prefeitura prevê continuar a campanha reservando dois ou três dias para cada idade.

De segunda (1º) até quarta (3), está sendo imunizado quem tem 79 anos, além das pessoas acima dessa idade que perderam seu dia de vacinação. De quinta (4) a sábado (6), o calendário segue com os que têm 78 anos, e assim por diante.



"Hoje recebemos um cronograma de entregas da vacina. Sendo cumprido, abaixo segue o novo cronograma de vacinação", publicou o prefeito Eduardo Paes (DEM) em suas redes sociais. A vacinação está sendo feita em postos de drive-thru e nas unidades de saúde, que podem ser consultadas no site do município.

A vacinação ficou oito dias suspensa por falta de doses na cidade, como ocorreu em diversas capitais. Antes da paralisação, o Rio previa vacinar todos acima de 75 anos em fevereiro, e os acima de 60 anos em março. Com a ausência do envio de lotes pelo governo federal, porém, teve que alterar o calendário.



Até esta terça, 369 mil cariocas haviam recebido a primeira dose (o equivalente a 5,5% da população), sendo que 86 mil deles já tomaram a segunda dose.

A retomada foi possível porque, há uma semana, a Fiocruz importou 2 milhões de doses prontas da vacina da AstraZeneca/Oxford e o Instituto Butantan começou a entregar novas remessas.

O imunizante importado pela Fiocruz será aplicado apenas em quem ainda não tomou a primeira dose, visto que o intervalo deve ser de oito a doze semanas. Já o do Butantan será usado para primeiras e segundas doses, considerando o intervalo de duas a quatro semanas.

NOVO HOSPITAL MODULAR

Também nesta terça, o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC), anunciou que um hospital modular que está pronto há mais de oito meses mas não recebeu nenhum paciente será finalmente inaugurado em Nova Iguaçu, município da Baixada Fluminense a 40 km da capital.

A abertura está prevista para 15 de abril, com 150 leitos, sendo 60 de UTI –metade do que foi anunciado inicialmente. Todos serão destinados exclusivamente ao tratamento da Covid-19 e, após a pandemia, como leitos de retaguarda para a região, segundo o governo.

Ela foi uma das sete unidades móveis construídas pela organização social Iabas, que entregou apenas duas das previstas (Maracanã e São Gonçalo) e foi alvo de operações policiais durante o ano passado.

A demora na inauguração se deu em parte por causa de um imbróglio na contratação da organização social que administraria a unidade no primeiro ano.

A OS Cruz Vermelha do Rio Grande do Sul foi escolhida em janeiro, mesmo tendo sido considerada inidônea pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) por causa de um parecer do município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Em fevereiro, o governo anulou a contratação. Agora, no anúncio, não esclareceu quem vai gerir o hospital.