COMPARTILHAR

Duas gêmeas, que nasceram unidas pelo tronco sobreviveram a uma cirurgia inédita realizada no Brasil, desafiando todas as previsões de que não iriam resistir separadas

De acordo com o site G1 os pais descobriram, na segunda ecografia, que estavam à espera de duas meninas siamesas e que estavam unidas pelo tórax e abdômen. Nessa altura, os médicos avisaram que a gravidez não era viável. Um dos fetos já estava instável e muito pequeno e não havia hipóteses de sobrevivência.



Contudo, os pais decidiram prosseguir com a gravidez e, no dia 23 de setembro de 2020, as meninas nasceram.

O casal respirou de alívio, mas por pouco tempo. Chegava o momento de separar Sara de Eloá, durante uma cirurgia complexa, que os médicos avisaram ser inédita no Brasil e cuja sobrevivência de ambas não era assegurada.



As irmãs partilhavam um fígado, que tinha de ser dividido pelas duas e, apesar de terem dois corações estes estavam conectados um no outro, com veias de ambas. Um dos corações sofria ainda uma doença congênita.

Apesar de todos os desafios, a cirurgia, que aconteceu no dia 9 de dezembro, acabou correndo bem. Nela participaram mais de 40 profissionais de três institutos diferentes do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, de São Paulo.

Na semana passada, sete meses depois de ter nascido, Sara teve alta e foi para casa com o pai, conhecer o irmão mais velho. Já Eloá ainda precisa de fisioterapia e de outras cirurgias, por isso a mãe ficou com ela. A menina não tem o osso do tórax que protege o coração e, no futuro, terá mesmo que usar uma proteção para este órgão.

De acordo com a médica especialista Paula Gaiolla este tipo de gravidez é “extremamente rara”, acontece a uma em cada 50 mil gestações.