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A pandemia do Coronavírus fez avançar em décadas as perspectivas para a prática do ensino. Mas qual será o futuro da educação brasileira a partir de agora?

Disrupção, quebra de paradigmas, inovação, experimentação, pesquisa, colaboração, aprender a aprender, inteligência emocional. Esses são alguns dos termos mais utilizados ultimamente quando o assunto é educação. E não por menos, já que todos eles, quando trabalhados em conjunto, são muito mais capazes de promover transformação na vida de um aluno que os modelos tradicionais de ensino. Pensando nisso, será que somos capazes de prever o futuro da educação?



Ao observarmos a diferença dos fundamentos educacionais das nações que levam a sério esses termos e os põe em prática, percebemos como é importante investir tempo e dinheiro nessa área tão cara para a sociedade. Não basta ficar apenas no discurso e na intenção, antes, é necessária a aplicação concreta dessa nova mentalidade no ensino de crianças e jovens em fase escolar.

Os surpreendentes resultados dessa educação são vistos mais tarde, na fase adulta, quando aquele estudante torna-se um profissional capacitado para integrar o mercado de trabalho atual, e interagir com um mundo totalmente complexo e em constantes transformações.



Jovens que são constantemente treinados a experimentar, a criar, a inovar. Aprender o tempo todo, de todas as formas, introduzindo a tecnologia para aumentar o progresso e a evolução do conhecimento. E, não menos importante, são instruídos e incentivados a descobrirem qual – ou quais –  as melhores formas e metodologias, e quais as ferramentas mais proveitosas que podem usar para aprenderem sozinhos e continuadamente, a estimada meta-aprendizagem.

O caminho para a educação no Brasil

O futuro da educação brasileira precisa ser inspirado nos mais modernos currículos internacionais para inovar e criar um programa realmente transformador, que se baseie em metodologias ativas e com desenvolvimento de projetos, visando uma alternativa mais justa e equânime que os tradicionais vestibulares, que não têm capacidade para avaliar os alunos, e acabam por impedir milhares de jovens estudantes brasileiros a construírem um futuro profissional.

E esse tema não pode ser deixado para depois, ou tratado como assunto de segundo plano ou sem urgência. Obviamente que, diante de uma pandemia mundial, que ceifa a vida de centenas de milhares de pessoas, a guerra contra a doença prevalece sobre todo e qualquer outro interesse no momento. Todavia, relegar o debate e taxá-lo como dispensável, é procrastinar, mais uma vez, um assunto que é de extrema importância e necessidade para qualquer nação que deseja prosperar.

Sendo assim, o futuro da educação não deve ser tratado no futuro, mas no presente, com a máxima atenção e sem abrir mão da sensibilidade e do senso de justiça social.

O papel transformador da educação

Somente a partir da transformação na educação é que poderemos sonhar com ideias e empreendimentos disruptivos que possibilitem não somente a retomada da economia mas o seu crescimento exponencial e verdadeiramente inovador.

Se um povo sonha com o futuro da sociedade e de seu país, não basta ficar apenas no discurso e na intenção, antes, é necessária a aplicação concreta dessa nova mentalidade no ensino de crianças e jovens em fase escolar.

O futuro da educação – e, portanto, da humanidade – depende das metas que traçamos hoje, dos objetivos que direcionam nossos trabalho e esforço no presente.

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Ensino à Distância: O crescimento do EaD durante a pandemia

A pandemia fechou escolas no mundo todo, e a única saída para solucionar esse problema foi a introdução do Ensino à Distância (EaD) na rotina dos alunos.

Um dos setores mais atingidos pela pandemia do novo Coronavírus foi a educação, que, segundo a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), tirou 1,5 bilhão de alunos de escolas e universidades ao redor do mundo todo. O Ensino à Distância (EaD) foi a saída encontrada durante a pandemia.

Por conta da grande circulação de pessoas nessas instituições, as escolas são consideradas um dos locais com maior probabilidade de propagação do vírus, e uma das primeiras atitudes de governos foi a determinação do fechamento das unidades de ensino.

Essas medidas afetaram diretamente a rotina de todos os envolvidos: alunos, pais e demais responsáveis, professores e todos os profissionais que trabalham na escola, como setor de merenda e secretaria. Milhões de pessoas tiveram de se adaptar a uma nova modalidade de ensino, que é praticada à distância.

 A confirmação do EaD

O Ensino à Distância, EaD como é chamado no Brasil, ou ainda ensino remoto, não é nenhuma novidade para nós. Esse método de ensino atrai milhões de matrículas todos os anos no país, desde calouros até estudantes em segunda graduação ou pós-graduação.

A novidade está no fato de agora esse modelo ter sido introduzido no Ensino Básico, que é o período entre o primeiro ano do Ensino Fundamental ao terceiro ano do Médio, o antigo colegial.

A solução encontrada para amenizar os impactos no aprendizado de milhões de estudantes brasileiros na pandemia, o EaD foi a aposta de secretarias estaduais de educação em todas as Unidades da Federação, e também de escolas particulares, incluindo aquelas que já trabalhavam com ensino híbrido.

Segundo o Ministério da Educação, em 2018 houve quase um milhão a mais de matrículas disponíveis no Ead que no ensino presencial no Brasil. E ainda que aquele não tenha alcançado o modelo tradicional de sala de aula, o avanço desse método é cada vez maior e mais aceito pelos brasileiros, incluindo os empregadores, que hoje veem vantagem no EaD.

Se ainda havia alguma dúvida se o Ensino à Distância funciona, ou um paradigma que impedisse alguém de tentar estudar de casa, agora estamos todos sendo testados quanto à sua aplicação, talvez na fase mais crucial e importante da carreira estudantil, que é o Ensino Básico.

Se houve algum prejuízo na educação, o EaD na pandemia foi utilizado como forma de reduzir as perdas decorrentes desse cenário devastador, tanto para escolas e professores, quanto para alunos e seus familiares.