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A Arábia Saudita está pressionando outros produtores de petróleo a apresentarem uma frente unida nas negociações climáticas, que começam no final deste mês, e se opor aos crescentes pedidos de redução do investimento em combustíveis fósseis. Tal movimento poderia exacerbar o atual aumento dos preços da energia.

Os sauditas, junto com os principais aliados produtores de petróleo, incluindo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), está argumentando publicamente que qualquer pedido de redução de investimentos em novos desenvolvimentos de petróleo e gás natural, endossado na cúpula do clima das Nações Unidas, que começa em 31 de outubro na Escócia, pode levar a preços mais altos e aumentar a diferença entre países ricos e pobres.



Os países produtores de petróleo emergiram como um grupo formidável que está resistindo ao que eles descrevem como uma pressão irrealista das nações ricas para limitar o investimento em combustíveis fósseis como forma de reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

A Agência Internacional de Energia (IEA, da sigla em inglês), um grupo que monitora as questões de energia e cujos membros incluem grande parte do mundo desenvolvido, disse em maio que os governos e as empresas deveriam parar imediatamente de investir no desenvolvimento de petróleo e gás se o mundo quiser alcançar emissões de carbono zero até 2050.